Prefeitura inaugura laboratório do programa CEU 21 e lança novo modelo de educação digital

Localizado no CEU Pêra Marmelo, modelo de inovação será replicado em toda a rede de ensino da cidade a partir do próximo ano

Foto: Leon Rodrigues/Secom

A Prefeitura de São Paulo inaugurou, nesta quarta-feira (22), o Laboratório de Educação Digital do primeiro CEU 21, novo modelo que será replicado em todas as escolas da rede municipal a partir do próximo ano. Recursos e doações da iniciativa privada possibilitaram aos estudantes do CEU Pêra Marmelo, escolhido como piloto no projeto, acesso a modernos notebooks e tablets, impressora 3D e cortadora laser, além de ferramentas variadas para projetos de robótica. O novo mobiliário favorece o trabalho em grupo.

A proposta está alinhada com o novo ensino para tecnologias - São Paulo será a primeira cidade brasileira a oferecer aulas de programação aos alunos do Ensino Fundamental, como parte do currículo em 2018. O CEU Pêra Marmelo é o primeiro de três unidades do CEU 21 a terem o laboratório inaugurado até o início do ano letivo de 2018.

“Queremos as crianças das escolas municipais aprendendo e ganhando experiência em tecnologia. Isso vai fazer com que se tornem tão competitivas quanto as de classe média, que estudam em colégios privados que cobram mensalidades altíssimas. Aqui não há mensalidade, mas há a mesma qualidade de ensino”, afirmou o prefeito João Doria.

O laboratório vai beneficiar 990 alunos do CEU que estudam na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF), que fica dentro do centro educacional. As próximas unidades serão nos CEUs Feitiço da Vila e Capão Redondo. A proposta é implementar o modelo em todos os 46 CEUs da cidade.

O CEU 21 servirá de piloto para o novo modelo de Laboratório de Educação Digital (LED), que deve chegar a todas as 550 EMEFs da rede até 2020, atualizando o conceito da sala de informática, que atualmente tem desktops enfileirados e onde são feitas tarefas individuais.

"No LED, o uso da tecnologia se dá de forma colaborativa, flexível, orientada por projetos e para a solução de problemas, como indicam as novas tendências pedagógicas", explica o secretário da Educação, Alexandre Schneider.

Foram instalados no CEU Pêra Marmelo 20 notebooks, sete tablets, um projetor, uma impressora 3D, uma cortadora, kits de robótica e eletrônica. "Estamos investindo pesado na modernização da infraestrutura da nossa cidade. E o aprimoramento da rede de conectividade de ensino é parte fundamental deste processo", afirma Daniel Annenberg, secretário de Inovação e Tecnologia. Também haverá ferramentas de marcenaria e, nesta unidade, foi disponibilizada uma máquina de costura, a pedido dos professores.

Parcerias
O CEU 21 tem como parceiros a Fundação Lemann, que apoia a implantação dos LED, e a Cisco, que doou equipamentos de conectividade do Legado Olímpico.

A parceria com a Lemann também inclui projeto executivo de arquitetura e obra civil, apoio técnico na concepção do projeto e formação dos professores. A organização investirá R$ 215 mil em cada um dos três LEDs pilotos, sem contrapartidas para o município. O investimento nos outros CEUs e EMEFs, no entanto, não será necessariamente o mesmo porque a configuração e as especificações serão testadas no piloto e, depois disso, será definido o modelo para implementação em escala na rede.

"É importante avaliarmos os resultados pedagógicos do LED para pensarmos na expansão do projeto e em melhorias daqui para frente", explica Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann.

Escola digital

Os LEDs são parte do tripé do projeto Escola Digital, que conta também com a ampliação da conectividade e velocidade de internet nas escolas da rede municipal, obtida por meio de doação da Cisco, e com o novo Currículo da Cidade, que terá aulas de programação do 1º ao 9º ano Ensino Fundamental, a partir do próximo ano letivo.

Em seu inédito Eixo Digital, o novo Currículo da Cidade vai desenvolver as habilidades exigidas para o século 21, como letramento digital, linguagem de programação e ética nas redes. Para desenvolver a disciplina, os Professores Orientadores de Informática Educativa (Poies) da rede já estão passando por formação específica, como a introdução da cultura maker.

Fonte: Secom