02/07/2007 11h50

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Recanto dos Humildes e Recanto do Paraiso: ganham urbanização

Uma grande obra de infra-estrutura está mudando o perfil do Recanto dos Humildes, área protegida por um Decreto de Interesse Social – DIS, em Perus, Zona Norte da Capital. Demanda antiga daquela comunidade, a urbanização estava paralisada havia anos por um impasse provocado pelo descontentamento da população com o projeto anterior, que exigia um grande número de remoções e a construção de prédios. Desde o início desta gestão, depois de sucessivos encontros realizados no CEU Perus, nos quais a Secretaria Municipal de Habitação apresentou projetos com diferentes alternativas para soluções dos problemas, os moradores aprovaram este, que agora dá novo impulso à urbanização do Recanto dos Humildes, área municipal com 252.937 m². As obras também alcançam o Recanto do Paraíso, área contígua e particular com 250.000 m², mas ligada às benfeitorias do projeto pela abertura do viário e dos serviços de infra-estrutura implantados pela Prefeitura e pela Sabesp.

Somando-se as famílias beneficiadas nas duas áreas, são cerca de 26 mil pessoas. Essa população construiu suas casas em terrenos bastante irregulares, que resultam em uma paisagem marcada por morros, vielas, escadarias e ladeiras. Vem dessa característica uma das importantes melhorias do projeto: a pavimentação das ruas e vielas que antes eram de barro, muito perigosas quando molhadas.

Ao longo do Córrego Perus, os 660 metros de canalização de suas margens estão transformando o cotidiano da comunidade. O projeto inclui também o paisagismo, que trará árvores e espaço para lazer, com áreas reservadas às atividades educativas desenvolvidas pelos moradores com apoio da Subprefeitura local. Ao final, o projeto para os dois “recantos”, com entrega marcada para junho de 2008 terá implantado: 2.700 m de canalização dos córregos Perus e da Mina; 2.961 m de drenagem urbana; 17.705 m² de pavimentação; 2.113 m de rede de água; 9.359 m de rede de esgoto, guias, sarjetas e cerca de 1.000 m² de obras de contenção para dar segurança às moradias.

No Recanto dos Humildes, para abertura de espaço, inclusive para dar passagem às máquinas foi necessária a remoção de 105 famílias; desse grupo, 17 tiveram suas casas reformadas e foram morar com aluguel pago pela Prefeitura até a conclusão das obras, 32 foram morar em unidades do Conjunto City Jaraguá (CDHU), 24 receberam a verba para compra de casa em outro local público e 32 receberam verba de atendimento. Neste, são 2.582 famílias que passam a morar em melhores condições; no Recanto do Paraíso, são quatro mil famílias beneficiadas; não houve nenhuma remoção. Todos deixam a condição de favelados e passam à de cidadãos.

Ações de Habi Norte têm melhorado a Capital

A Prefeitura tem operado mudanças importantes nos quatro cantos da Capital. Na região Norte, desde o início de 2005, seis favelas já foram removidas: Zaki Narchi (Santana), com 995 famílias atendidas; Milton Tavares (V. Maria), com 460; Casa de Nassau (Cantagalo), com 144; Jardim Brasília (Taipas), com 223; Camilo Zanotti (Jaraguá), com 404 e Vila Albertina (Jaçanã), com 144 famílias atendidas. Só neste grupo são 2.370 famílias. Para a maioria expressiva delas, a nova moradia é um apartamento novinho com sala, dois quartos, cozinha, banheiro e área de serviço. São conjuntos habitacionais da Prefeitura ou da CDHU (Estado), com financiamento altamente subsidiado. De outubro de 2005 a março de 2006, muitos moradores também foram removidos das beiras de córregos como medida de segurança e para obras de limpeza e contenção de riscos. Foram alvo dessas ações os córregos: Do Bispo (Jd. Peri); Tenente Amaro (Parque Novo Mundo) – só neste, mais de mil pessoas atendidas; Dário Ribeiro (Vila Prado) e Do Onça (Jd. Brasília). Para a duplicação da Estrada Turística do Jaraguá, Habi Norte também removeu e deu atendimento a 50 famílias; no Morro Doce (Perus), outras 154 igualmente atendidas. Somem-se a esses números todos as famílias beneficiadas com as urbanizações em curso em Vila Nilo (Jaçanã) e no Recanto dos Humildes e Recanto do Paraíso (Perus), lugares não mais chamados “favelas”.

 

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