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Antonino Interisano,
Cláudia Riccitelli, Jamil Maluf

JAMIL MALUF, regente

Natural de Piracicaba, Jamil Maluf estudou em São Paulo e completou sua formação musical na Alemanha, com os professores Francis Travis e Cláudio Santoro (Regência Orquestral) e Klaus Huber (Composição). Sob a orientação do maestro Martin Stephani, graduou-se em Regência Orquestral na Escola Superior de Música de Detmold. Durante sua permanência de seis anos na Europa regeu diversas orquestras e participou dos Seminários para Regentes com o maestro Sergiu Celibidache. No Brasil foi regente titular da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal e da Sinfônica do Paraná. Em 1990, criou a Orquestra Experimental de Repertório, da qual é diretor artístico e regente titular. Foi regente e professor da orquestra do “Festival de Inverno de Campos do Jordão” em 1981 e 2003. Por quatro vezes, (1980, 1986, 2000 e 2003) recebeu o prêmio de Melhor Regente de Orquestra, outorgado pela APCA, bem como, em 1985, pela Ordem dos Músicos do Brasil. Em 1996, foi o vencedor do importante “Prêmio Carlos Gomes”, na categoria de Regente de Ópera e, em 1997, recebeu o “Prêmio Maestro Eleazar de Carvalho”, como Personalidade Musical do Ano, ambos concedidos pelo Governo do Estado de São Paulo. Como compositor de trilhas sonoras para teatro, recebeu em 1999 o prêmio Apetesp pela peça Espias; em 2000, o APCA pela peça Imago; e em 2002, o Prêmio Panamco pela peça A Mão. Idealizador de projetos inovadores como os programas Palheta (Cultura FM) e Primeiro Movimento (TV Cultura) e as séries Outros Sons, Ópera Estúdio e Cinema em Concerto, o maestro Jamil Maluf vem dirigindo inúmeros concertos, óperas e balés, em que sua marca de qualidade e poder de comunicação cultural são uma constante. Em fevereiro de 2005, Jamil Maluf assumiu a direção artística do Teatro Municipal de São Paulo.


ANTONIO INTERISANO, tenor

Natural de Enna, na Sicília, Antonino Interisano iniciou seus estudos de canto aos dezenove anos através de aulas particulares, aperfeiçoando-se posteriormente com Luciano Pavarotti. Participou do concurso "Giuseppe di Stefano" vencendo na categoria de melhor voz, recebendo como prêmio uma bolsa de estudos; nessa mesma ocasião debuta no papel de Rodrigo na ópera Ernani de G. Verdi. Estreou junto à Ópera de Roma no papel de Rodolfo, papel que também interpretou em Viena, Atenas, San Gimignano, Pádua, Logino, Adria, Novara e Mântua. Sua ascendente carreira logo o leva a interpretar Foresto (Attila) em Piacenza e Fidenza, Cavaradossi em Fidenza, Turiddu em Lecce, Manrico em Parma, na ocasião do Ano Verdi da Fundação Arturo Toscanini e também no Novo Teatro Nacional de Tóquio. Sua estréia na ópera Don Carlo foi aclamada nos teatros de Bergamo, Livorno, Brescia, Rovigo, Pisa e no Festival de San Gimignano para onde retornou posteriormente como D. José; debutou como Radamés em turnê pela França e Alemanha e canta Don Alvaro (Forza del Destino) no Stadttheater de Berna. Interpreta Canio nos teatros de Rovigo, Pádua, Veneza, Jesolo e no Teatro Nacional de Malta. Foi Calaf nuna tournê pela Sicilia e Don José no Teatro Bellini di Catania. Gravou Attila ao vivo no Teatro Magnani de Fidenza.


CLÁUDIA RICCITELLI, soprano

O soprano lírico Cláudia Riccitelli consagrou-se no cenário lírico nacional como uma das artistas mais completas de sua geração. É detentora de vários prêmios nacionais, dentre eles, o Prêmio Carlos Gomes/ 2001 e o da revista BRAVO!, em 1999. Merece um destaque especial sua participação nos concertos da primeira turnê brasileira da Filarmônica de Berlim, através do convite do maestro Claudio Abbado, assim como sua presença como solista no espetáculo de inauguração da Sala São Paulo, junto à OSESP. Na temporada de 2005, destacamos sua participação em duas montagens da ópera Pescadores de Pérolas, no Rio de Janeiro, e em São Paulo. Claudia Riccitelli participará ainda do “Ano do Brasil” na França, com uma série de recitais e concertos em Paris dedicados a Villa-Lobos, com o pianista Nahim Marun e a Orquestra Philarmonia, sob regência do maestro Gil Jardim. Destacamos ainda suas atuações junto à OPPM nas obras Der Wein (Alban Berg), Sinfonia n°02 (Mahler) e Missa da Coroação (Mozart), com regência de Isaac Karabitchevsky, e junto à Orquestra da UFRJ nas Quatro Últimas Canções (R.Strauss), com regência de Ligia Amadio.