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Sobre o Pavilhão das Culturas Brasileiras

Saiba como e porque foi criado este espaço que celebra a diversidade cultural brasileira

Histórico


Pavilhão das Culturas Brasileiras, 1953

A Secretaria Municipal de Cultura com a coordenação do Departamento do Patrimônio Histórico começou a pensar numa instituição voltada para as culturas do povo em 2007, quando transferiu o acervo do antigo Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima para um depósito a salvo de intempéries; e contratou os serviços da museóloga Dalva Bolognini para fazer um levantamento das peças existentes, criar um banco de dados e embalar as obras apropriadamente.

Ainda em 2007, contratou Adélia Borges para elaborar o pré-projeto conceitual de uma instituição que pudesse abrigar aquele acervo. Com a colaboração de Cristiana Barreto, Marcelo Manzatti e Maria Lúcia Montes, entre outros colaboradores e consultores, elabora-se um documento de 170 páginas que contempla da política de acervo, programa educativo, ação cultural, diretrizes para arquitetura e muitos outros pontos.

Em síntese, o projeto propõe criar um espaço de exposição e um centro de referência e pesquisa voltado para a salvaguarda e divulgação da diversidade cultural brasileira e, em especial, do patrimônio material e imaterial das culturas menos favorecidas da população, que têm até hoje menor visibilidade institucional. O objetivo é legitimar, fortalecer e dar a conhecer as práticas culturais tradicionais e contemporâneas do povo brasileiro, em todo o seu vigor e pluralidade.


O edifício

O edifício de 11 mil metros quadrados que abriga o Pavilhão das Culturas Brasileiras foi projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1950 e tombado pelos órgãos de patrimônio histórico municipal, estadual e federal. Depois de sediar eventos como a Bienal de Artes de São Paulo (1953) e o Pavilhão dos Estados durante o IV Centenário de São Paulo (1954), o prédio foi cedido esporadicamente para exposições. No início da década de 1970, já então batizado de Engenheiro Armando de Arruda Pereira, torna-se sede da Prodam, a Companhia de Processamento de Dados do Município. No fim de 2006, a Prodam muda-se, abrindo caminho para que o Pavilhão retome sua vocação. A Secretaria Municipal de Cultura passa então a planejar o uso cultural deste espaço.

Desde 2007, o Pavilhão vem passando por intervenções arquitetônicas determinadas pela Secretaria Municipal de Cultura e destinadas a livrá-lo das descaracterizações que sofreu no período em que abrigou repartições públicas.

Em 2008, a Secretaria Municipal de Cultura contratou o escritório de Pedro Mendes da Rocha para fazer a adaptação do prédio ao uso museológico. Seu projeto busca respeitar as virtudes da arquitetura original, preservando as qualidades do projeto de Niemeyer, sobretudo a amplitude de espaço e a leveza do edifício.


Área Expositiva - 1º Pavimento

Mantém-se a característica de um espaço aberto, o que favorece a apreciação das obras expostas e a versatilidade na montagem de exposições. No entanto, se o espírito inicial era de um grande pavilhão livre e desempedido de funções administrativas, o uso atual exige novos equipamentos.

O piso superior abrigará um centro de referência a ser denominado Rossini Tavares de Lima, com biblioteca e videoteca, uma reserva técnica para o acondicionamento de obras, escritórios administrativos, sala para a ação educativa e área expositiva de 3.900 metros quadrados, incluindo uma área climatizada de 530 metros quadrados.


Centro de Pesquisa

O piso térreo terá área expositiva de 2.200 metros quadrados, um auditório de 152 lugares preparado tanto para aulas e seminários quanto para apresentações de música, dança e folguedos, duas oficinas no total de 300 metros quadrados, uma cafeteria com mesas na área externa com visão para o lago e uma pequena loja. Uma escada e um elevador farão a ligação entre os pisos térreo e superior, com o objetivo de melhorar a acessibilidade para o público e facilitar o transporte de obras de arte.


Créditos

Prefeitura de São Paulo