16/03/2017 12h32

Share

Programa “Biblioteca Viva” transforma espaços públicos em polos de cultura

Com nove eixos de transformação, ação irá revitalizar as bibliotecas com programação regular, atividades culturais, instalação de wi-fi gratuito e funcionamento aos domingos

O programa “Biblioteca Viva”, que irá reestruturar os 54 equipamentos de leitura administrados pela Prefeitura de São Paulo. 

Serão nove eixos de transformação, com foco no leitor e na otimização dos espaços para que se tornem polos culturais em todas as regiões que estão localizados. A ideia é oferecer nas bibliotecas opções em diversas linguagens como teatro, dança, música, circo, entre outras, com regularidade, especialmente aos fins de semana, e assim ampliar o leque de ações que ocorrem nestes ambientes, transformando as bibliotecas em espaços multiculturais. 

Haverá também mudança na categorização dos livros, tornando-a mais atrativa ao público, e na disposição das obras nas prateleiras. O modelo é inspirado em iniciativas internacionais que foram colocadas em prática em cidades como Medellín, na Colômbia. 
As ações prometem transformar a relação dos leitores com esses espaços de diversão, cultura e lazer, inclusive aos finais de semana. 

Eixos de transformação:

1- Ampliação do horário de atendimento: todas as bibliotecas públicas funcionarão aos domingos, por um período de pelo menos 4 horas. Esta operação foi combinada em reuniões entre o secretário André Sturm e os coordenadores regionais e bibliotecários. 
2 - Wi-fi livre e gratuito em todas as bibliotecas;
3 - Mapeamento do acervo e reformulação da política de aquisição para melhorar a oferta de lançamentos; 
4 - Alterar a exposição dos livros de forma que sejam visualizados pelas capas e não mais apenas pelas lombadas; 
5 - Programação artística: regularidade na oferta de atividades de diversas linguagens como dança, teatro, música, circo etc. A ideia é transformar a biblioteca em um espaço de uso múltiplo. 
6- Novas categorias de organização como humor, amor, literatura policial, ficção científica, fantasia, mangás, etc., que são mais atrativas para o público; 
7- Treinamento das equipes que atuam nas bibliotecas públicas por meio de cursos de atualização e atividades culturais para formação; 
8- Convidar autores consagrados para integrar a programação do projeto;
9- Integração das bibliotecas com os saraus literários, que ocupam uma cena cultural vibrante e poderão circular pelas unidades da rede levando propostas contemporâneas de interação com a literatura. 

Com essas transformações, a Secretaria Municipal de Cultura espera que, no máximo em três meses, já será possível notar a diferença no serviço prestado pelas bibliotecas públicas. “Mais do que um ambiente para armazenar um acervo de livros, as bibliotecas precisam ser compreendidas como espaço de convivência e diversão. Por isso, é tão importante mudar o foco do livro para o leitor”, enfatiza André Sturm.

Confira aqui o vídeo de lançamento do programa