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Programa “Biblioteca Viva” transforma espaços públicos em polos de cultura

Com nove eixos de transformação, ação irá revitalizar as bibliotecas com programação regular, atividades culturais, instalação de wi-fi gratuito e funcionamento aos domingos

O programa “Biblioteca Viva”, que irá reestruturar os 54 equipamentos de leitura administrados pela Prefeitura de São Paulo. 

Serão nove eixos de transformação, com foco no leitor e na otimização dos espaços para que se tornem polos culturais em todas as regiões que estão localizados. A ideia é oferecer nas bibliotecas opções em diversas linguagens como teatro, dança, música, circo, entre outras, com regularidade, especialmente aos fins de semana, e assim ampliar o leque de ações que ocorrem nestes ambientes, transformando as bibliotecas em espaços multiculturais. 

Haverá também mudança na categorização dos livros, tornando-a mais atrativa ao público, e na disposição das obras nas prateleiras. O modelo é inspirado em iniciativas internacionais que foram colocadas em prática em cidades como Medellín, na Colômbia. 
As ações prometem transformar a relação dos leitores com esses espaços de diversão, cultura e lazer, inclusive aos finais de semana. 

Eixos de transformação:

1- Ampliação do horário de atendimento: todas as bibliotecas públicas funcionarão aos domingos, por um período de pelo menos 4 horas. Esta operação foi combinada em reuniões entre o secretário André Sturm e os coordenadores regionais e bibliotecários. 
2 - Wi-fi livre e gratuito em todas as bibliotecas;
3 - Mapeamento do acervo e reformulação da política de aquisição para melhorar a oferta de lançamentos; 
4 - Alterar a exposição dos livros de forma que sejam visualizados pelas capas e não mais apenas pelas lombadas; 
5 - Programação artística: regularidade na oferta de atividades de diversas linguagens como dança, teatro, música, circo etc. A ideia é transformar a biblioteca em um espaço de uso múltiplo. 
6- Novas categorias de organização como humor, amor, literatura policial, ficção científica, fantasia, mangás, etc., que são mais atrativas para o público; 
7- Treinamento das equipes que atuam nas bibliotecas públicas por meio de cursos de atualização e atividades culturais para formação; 
8- Convidar autores consagrados para integrar a programação do projeto;
9- Integração das bibliotecas com os saraus literários, que ocupam uma cena cultural vibrante e poderão circular pelas unidades da rede levando propostas contemporâneas de interação com a literatura. 

Com essas transformações, a Secretaria Municipal de Cultura espera que, no máximo em três meses, já será possível notar a diferença no serviço prestado pelas bibliotecas públicas. “Mais do que um ambiente para armazenar um acervo de livros, as bibliotecas precisam ser compreendidas como espaço de convivência e diversão. Por isso, é tão importante mudar o foco do livro para o leitor”, enfatiza André Sturm.