Memória Oral

Biblioteca Mário de Andrade

O Projeto Memória Oral foi idealizado como parte das comemorações dos 80 anos de existência da Biblioteca Mário de Andrade e do processo de revitalização pelo qual a instituição vem passando desde 2005. Com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre a história da instituição e melhor compreender seus caminhos e descaminhos, o Projeto produziu e reuniu mais de 50 depoimentos de ex-funcionários, diretores, pesquisadores, usuários, artistas e intelectuais que tiveram fortes vínculos – profissionais ou diletantes - com a Mário.

No seu percurso de consolidação como equipamento público de cultura, a Biblioteca consagrou-se, em certos momentos, como uma espécie de universidade livre da cidade de São Paulo: espaço informal de produção e discussão de ideias, fermentação de movimentos artísticos e intelectuais, fruição da cultura na sua acepção mais elevada.

Ao estimular e difundir o debate público sobre os mais diferentes temas e questões sociais, históricas e artísticas, por meio de inúmeros cursos, debates, palestras e seminários realizados em seu auditório, bem como das exposições que tiveram lugar em seus diversos espaços e dos encontros informais que ocorriam em seus corredores e nos espaços de convivência, a Mário de Andrade foi, durante mais de três décadas, o grande centro intelectual de São Paulo, pólo catalisador e irradiador de saberes e conhecimentos e espaço generoso de socialização entre estudantes de diferentes idades e classes sociais, profissionais das mais diferentes áreas, além de artistas e intelectuais da cena cultural paulistana e nacional.

O Projeto Memória Oral justifica-se, assim, pelo reconhecimento de que a Biblioteca é detentora não só de um acervo bibliográfico de proporções excepcionais, mas também de uma rica cultura imaterial expressa pelas vivências e saberes produzidos no seu interior a partir do contato entre seus frequentadores, e destes com os livros e com as ideias em circulação. Além de ter enriquecido, com novas vozes, a história da Mário de Andrade, o Projeto Memória Oral contribui de forma decisiva para o restabelecimento de vínculos dos seus antigos frequentadores com a instituição. As lembranças de um espaço vigoroso de educação informal, marcado pela diversidade cultural e pela tolerância, tecla reincidente em quase todas as narrativas alusivas à Biblioteca Mário de Andrade, servem de combustível para a sua revitalização e seu reposicionamento na cena cultural paulistana.

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