Dicas de Leitura - Ferreira Gullar

Edição especial das dicas de leitura em homenagem ao poeta Ferreira Gullar que faleceu em 4 de dezembro de 2016.

Ferreira Gullar nasceu em São Luís, em 10 de setembro de 1930, com o nome de José Ribamar Ferreira. Foi poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo. Faleceu em 4 de dezembro de 2016 aos 86 anos.

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CONTOS E CRÔNICAS

Cidades Inventadas
Reúne 25 contos curtos, onde o autor retrata cidades descritas como lendárias, com forte presença do misticismo, progresso e decadência, porém com características particulares, recriadas de lugares já existentes na história.

A estranha vida banal
Compilação de 47 crônicas escritas em diferentes épocas para o Jornal do Brasil e O Pasquim. Como o nome sugere, o mote do livro é exaltar pequenos detalhes do cotidiano.

Gamação
Protagonizado por Marcelo, Nila, Suzana e Jorge, o livro fala sobre os jovens e seus encontros e desencontros em relação aos seus conflitos internos e às suas paixões. Marcelo é apaixonado por Nila, de quem guarda apenas lembranças materiais e memórias, pois vive distante. O menino conhece Suzana e surge uma amizade íntima à medida em que confidenciam experiências de vida.

ENSAIOS

Cultura posta em questão - Vanguarda e subdesenvolvimento: ensaios sobre arte
Ferreira Gullar aparece como um intelectual e crítico de arte e nos traz dois ensaios; no primeiro comenta problemas da cultura nacional, como militante do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE); no segundo questiona a universalidade no vanguardismo, e suas igualdades e diferenças nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

Indagações de hoje
Este livro reúne textos escritos entre 1975 e 1987, onde o autor se volta para a conceituação de cultura brasileira, o problema da dependência cultural, a questão da vanguarda e as relações entre arte e ideologia. Dentre os textos escritos estão artigos, conferências, notas e uma longa observação sobre os temas propostos.

POESIA

Barulhos
Barulhos agrupa poemas escritos entre 1980 e 1987, quando o poeta fala sobre amigos perdidos e a redescoberta diária do corpo. Deixa-se levar por espantos, clarões líricos e doídos, volta-se para a morte de uma maneira real e não mais abstrata como em seus primeiros momentos de visões metafísicas.

Crime na Flora ou Ordem e Progresso

Escrito nos anos 50 e só publicado 30 anos depois é um livro-poema que mostra o lado experimental de Ferreira Gullar. Um corpo é encontrado, por diversas pessoas, por cima de umas flores; a obra vai girar em torno da reflexão desse corpo encontrado, da vida que se foi, dos restos do corpo apodrecendo e da possibilidade de se produzir vida nesta morte.

Dentro da Noite Veloz
Poesia engajada, marcada por um pessimismo contido, apreensivo com as necessidades de mudanças radicais no país, mostram a preocupação de denunciar o cotidiano sofrido pelas pessoas. Alguns poemas foram  escritos no Brasil, outros no exílio.

Em alguma parte alguma

Dividido em quatro partes, com 59 poemas, fala de diversos temas, entre eles, arte, exílio, existência, universo, e o ofício de ser poeta, e dá prosseguimento à reflexão poética sobre a existência.
 
Poema Sujo
Considerada a obra mais ousada de Ferreira Gullar, foi produzido durante seu exílio em Buenos Aires. Tomado pela tristeza da distância e da solidão, diante da impressão de que talvez fosse preso, até morto em pouco tempo, Gullar se viu tomado por uma necessidade convulsiva de escrever. Relembrando sua infância e lutando contra a dureza de expressar tudo que se passava em seu interior, o escritor preencheu 112 páginas de um poema ousado, belo e duro.

Um Gato chamado Gatinho

Ferreira Gullar não é dono de Gatinho, porque quando se trata de amizade a ideia de posse é completamente ausente. Quando se é amigo, é preciso ser verdadeiro, companheiro e cúmplice. Um gato chamado gatinho é uma homenagem do poeta a um amigo de longa data.

TEATRO

Um rubi no umbigo
A peça gira em torno de Vítor, menino que carrega um rubi encravado no umbigo. Por conta da pedra, Vitor se torna alvo da cobiça de todos que estão a sua volta, representando a alienação do povo brasileiro que o reduz à condição simples de mercadoria. O conflito do enredo é em relação à extração desse rubi, o que pode trazer ao menino a morte ou a vida.



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