Dicas de Leitura - Mulheres

Eliane Brum, Lygia Fagundes Telles, Simone de Beauvoir, Virginia Woolf, Aracy A. Amaral e Angélica Freitas são algumas das autoras rememoradas em fevereiro, mês que marca o início do voto feminino no Brasil.

Em fevereiro completam-se 83 anos do voto feminino no Brasil,  feito conquistado somente em 1932. Nas Dicas de Leitura deste mês, confira títulos de autoras que ocuparam espaço na literatura no Brasil e no mundo, inspirando vidas e ensinamentos à outras mulheres.

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A vida que ninguém vê - Eliane Brum

Figurando na lista das principais jornalistas do país, Eliane Brum reuniu nestas vinte e uma crônicas a vida da população que não sai nos jornais: moradores de rua, carregadores de mala, senhoras moradoras de asilo... esses são os tipos reais que interessam à narrativa de Brum, que injeta em suas personagens características que lhes foram veementemente negadas pela sociedade: humanidade e dignidade. O livro venceu o prêmio Jabuti de reportagem, em 2007.

As Meninas - Lygia Fagundes Telles
Ambientado em 1973, em plena ditadura militar, o romance de Lygia Fagundes Telles reúne três jovens universitárias em um pensionato de freiras e coloca em conflito a aristocrata, a típica jovem da geração desbunde e a militante de esquerda; numa narrativa marcada pela força pulsante e pela coragem expositiva (mesmo com a censura, o livro descreve uma cena de tortura aplicada pelos militares). A autora venceu o prêmio Camões em 2005.

Memorial de Maria Moura - Rachel de Queiroz

Dentre os nomes de maior destaque na ficção social nordestina, Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977. Com o formato semelhante a uma telenovela, a narrativa é feita sempre em primeira pessoa, intercalando diversas personagens, em histórias semi-independentes que se entrelaçam ao fim da obra, compondo uma espécie de retrato do nordeste brasileiro no século XIX. A história foi adaptada para uma minissérie de televisão em 1994.

O segundo sexo - Simone de Beauvoir

Dentre as leituras mais prestigiadas pelo movimento feminista, a obra da francesa Simone de Beauvoir pretende discutir, em cunho existencialista, o papel e a figura da mulher na sociedade. Segundo a autora, o homem é um "gênero absoluto", enquanto a mulher não o é. Seu trabalho é investigar de que forma o gênero feminino tornou-se esse "segundo lugar" na sociedade, e aos interesses de quem serve essa condição. É da autora a célebre frase "ninguém nasce mulher: torna-se mulher".

Os diários de Virginia Woolf - Virginia Woolf
A escritora inglesa Virginia Woolf é considerada pelo público e pela crítica uma das principais escritoras do romance moderno, com suas narrativas marcadas por fortes fluxos de consciência e explorações psicológicas das personagens. Além da força que empregava em seus textos literários, Virginia também escreveu freneticamente em seus diários. Essa publicação reúne esses textos que abrem autobiograficamente a intimidade da escritora que viveu com a sombra da depressão até se jogar no Rio Ouse, no Reino Unido, em 1941.

Tarsila: sua obra e seu tempo - Aracy A. Amaral

Reunindo mais de trezentas ilustrações, esse é o principal registro biográfico do nome mais proeminente das artes visuais no movimento modernista do século XX: Tarsila do Amaral. Em fevereiro, também comemoram-se 92 anos da Semana de Arte Moderna brasileira, da qual Tarsila participou ativamente.

Um útero é do tamanho de um punho - Angélica Freitas
Dentre os principais nomes da literatura contemporânea brasileira, o volume de poemas de Angélica Freitas debate, num humor de deixar "suspenso entre a seriedade e o riso", a construção e a desconstrução do papel da mulher na sociedade. Refletindo ao mesmo tempo sobre a relação mulher-mundo e a relação mulher-identidade, o volume tem conquistado leitoras de todo o país e venceu o 56º prêmio APCA, em 2012.


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