Dicas de Leitura: São Paulo 459 anos!

Em 25 de janeiro de 1554, os padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta fundaram o Colégio dos Jesuítas, com o propósito de estabelecer a educação e catequização dos povos indígenas do Planalto de Piratininga. A região foi nomeada São Paulo por Anchieta, pois no mesmo dia a igreja católica celebra a conversão do Apóstolo Paulo.

Desde então, nessa data, também comemoramos o aniversário da vila pobre e isolada que se transformou na metrópole da diversidade, um dos maiores centros financeiros do mundo e pólo cultural do nosso país, a cidade de São Paulo.

Sampa

A cultura da cidade de São Paulo é considerada uma das mais ricas do Brasil justamente porque tem um pouquinho de tudo, resultaram da união de elementos, costumes e crenças de povos que migraram para a região.

Berço de manifestações, São Paulo já foi e é palco e assunto para diversos ícones da música; como o regionalismo de Adoniran Barbosa, a Vanguarda Paulistana com Itamar Assumpção, a irreverência de Rita Lee, o punk rock do Inocentes, as poesias de Arnaldo Antunes, os protestos doTitãs. Tema para os sentimentos do caipira que migrou para a cidade grande até novos compositores, como Emicida e Criolo, vertentes da cena Hip Hop que, assim como o grupo Racionais MC´S, ganham cada vez mais espaço, consolidando a cultura de periferia como identidade da cidade.

Ainda sobre cultura, São Paulo acolheu um dos eventos mais importantes do país, a Semana de Arte Moderna, conhecida como Semana de 22, realizada no Teatro Municipal de São Paulo. Cada dia da semana trabalhava um segmento artístico (pintura, escultura, poesia, literatura e música) reunindo nomes consagrados do modernismo brasileiro, inclusive os patronos de nossas bibliotecas, Mário de Andrade, Raul Bopp e Menotti Del Pichia. Também participaram Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Anita Malfatti, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Di Cavalcanti entre outros.


Outros patronos
também realizaram grandes contribuições para a cidade de São Paulo; além do Padre José de Anchieta, um dos fundadores da cidade, destacam-se Adelpha Figueiredo e o intelectual Rubens Borba, fundadores do curso de Biblioteconomia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP). Consideráveis participações também foram as de Lenyra Fraccaroli e Monteiro Lobato, que juntos fundaram a primeira biblioteca infantil da cidade.

Ícones da literatura como Alcântara Machado e sua obra Brás, Bexiga e Barra Funda, retrataram o cotidiano da cidade, assim como mais um de nossos patronos, o cartunista Belmonte, que refletiu na personagem "Juca Pato", cujo lema era "podia ser pior", as aspirações e frustrações da classe média paulistana. Atualmente novos artistas se dedicam às manifestações da cidade; das poesias de Sérgio Vaz aos grafites espalhados pela paulicéia desvairada, São Paulo não poupa sensações para inspirar idéias, sentimentos e, principalmente, mudança.
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