HISTÓRICO DA BIBLIOTECA


Antes e Depois do programa Biblioteca Viva

A abertura da Biblioteca Infantil de Pinheiros deveu-se não apenas a movimentos populares, mas principalmente ao empenho de Lenyra Fraccaroli, diretora da Divisão de Bibliotecas, que tinha o objetivo de fundar uma biblioteca em cada bairro da cidade de São Paulo. Inaugurada em 15 de maio de 1955, em meados de 1957 a sala de artes foi aberta ao público e no final de 1959 iniciaram-se os trabalhos com o teatro de fantoches, umas das principais atrações da biblioteca.

No final da década de 1960  e início da de 70 o desenvolvimento do trabalho na biblioteca pública infantil foi marcado por uma crescente busca de espaços e acervos por estudantes do Ensino Fundamental e Médio. Era o processo de escolarização pelo qual passaram as bibliotecas públicas da cidade, alterando fundamentalmente o perfil das unidades que passaram a enfatizar o atendimento à pesquisa escolar e o empréstimo de livros. A procura cresceu tanto que o prédio já não comportava mais o número de crianças usuárias dos serviços.
Assim, a primeira reforma sofrida para a ampliação da biblioteca ocorreu em 1972. A sala de pesquisa teve ampliado o número de assentos, oferecendo mais conforto e espaço. Durante o ano de 1983 a biblioteca ficou fechada por seis meses para mais uma reforma, visando o uso adequado para a população.

Em 1973 a Biblioteca Infantil de Pinheiros foi renomeada passando a se chamar Biblioteca Infanto-Juvenil Álvaro Guerra, em homenagem ao grande educador e poeta brasileiro.
Um lamentável episódio marcou a história da unidade: num domingo de julho de 1989 a biblioteca foi alvo de vandalismo sendo parcialmente incendiada e destruída, ocasionando sérios danos às instalações e ao acervo. O fogo atingiu pelo menos 6 mil livros e parte do mobiliário, sem que houvesse tempo hábil para a chegada dos bombeiros. A biblioteca foi reaberta para o público em 1º de julho de 1992, após dois anos de grandes reformas e preparação de um novo acervo. A reabertura foi marcada por grande alegria porque significava a retomada do trabalho da biblioteca junto à comunidade, ressentida do longo período de fechamento.

A fim de tornar os ambientes mais compatíveis com as necessidades dos leitores na contemporaneidade, em 2008 a biblioteca passou por nova reforma. Paredes foram derrubadas, dando mais luminosidade e amplitude aos espaços. Na sala de atividades, que fica voltada para a Av. Pedroso de Morais e sofria muito com o barulho externo, foram instaladas janelas anti ruído.
Para compor essa nova fase, o mobiliário foi trocado ou reformado. Foram compradas estantes baixas para o acervo infantil, juntamente com mesas e cadeiras para o uso das crianças.

Por conta das mudanças físicas advindas da reforma, o Serviço Estação Memória que era desenvolvido na biblioteca, em parceria com o Departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA-USP desde 1997, ficou sem um espaço específico para as suas atividades. Dessa forma, a partir de 2008, a Estação Memória se estabelece na ECA-USP. Contudo, parte do mobiliário e do acervo, como os depoimentos orais de moradores do bairro do Alto de Pinheiros e adjacências, permanece na biblioteca.

Em outubro de 2017, a unidade foi totalmente remodelada, ganhou acessibilidade, mobiliários novos e uma ambientação convidativa, sendo reinaugurada como a primeira biblioteca-modelo e como referência para toda a rede municipal, projetada seguindo os eixos contemplados no  programa Biblioteca Viva.

Legislação referente à biblioteca:
Criação: Lei nº 3.853 de 18 de março de 1950
Inauguração: 15 de maio de 1955
Denominação: Decreto nº 10.767 de 7 de dezembro de 1973
Transferência para subprefeitura: Decreto nº 42.772 de 3 de janeiro de 2003
Criação de SMB: Decreto nº 46.434 de 6 de outubro de 2005


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Álvaro Guerra