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CGM participa da final da Hack In Sampa

Na noite de terça-feira (15/08), a Controladoria Geral do Município integrou a banca avaliadora da final da Hack In Sampa.

Em junho desse ano, onze equipes pré-selecionadas de programadores, designers e administradores passaram 36 horas no plenário da Câmara Municipal de São Paulo para desenvolver aplicativos de prevenção e combate à corrupção com dados públicos.

Das onze equipes, cinco foram selecionadas para a grande final: Sheeps Innovation, Luppa, Specula, Águias SP e Quebrando Barreiras. A partir daí, os projetos - que aliavam tecnologia e transparência - foram para uma incubadora e os desenvolvedores participaram de palestras e oficinas.

A grande vencedora da noite foi a equipe Quebrando Barreiras, que levou um prêmio de R$ 10 mil com o projeto “Extrato Público”. Na plataforma é possível acompanhar os gastos de todos os vereadores da capital paulista, inclusive com o número de CNPJ para onde o dinheiro público vai.

Para a Controladora Geral do Município, Laura Mendes Amando de Barros, a contribuição desses jovens para a administração pública é imensa. “As ferramentas criadas durante a Hack In Sampa podem contribuir significativamente para o trabalho dos auditores da CGM”, afirmou.

Segundo o vereador José Police Neto, idealizador da Hack In Sampa, a ideia era subverter a lógica de que devemos apenas ouvir os mais velhos: “O nosso objetivo foi reunir jovens preocupados com o futuro da cidade e perguntar o que podemos fazer de melhor”.

Durante o evento, a Controladora também anunciou o lançamento do Anteprojeto da “Política Municipal de Transparência e Dados Abertos da Prefeitura do Município de São Paulo”.

Inicialmente, o documento prevê:

I - Observância do preceito geral de promoção da transparência para a Administração Pública e da proteção da privacidade para os cidadãos;
II - Garantia de publicação de informações governamentais em atendimento aos princípios internacionalmente reconhecidos de completude, primariedade, acessibilidade, atualidade, reuso, processamento por máquina, confiabilidade, participação universal, não exclusividade e licenciamento livre;
III - Consolidação da cultura de transparência no cotidiano da Administração Municipal;
IV - Reconhecimento do direito à informação e à participação social por meio da disponibilização de mecanismos para controle social e do uso de linguagem cidadã;
V - Estímulo à inovação tecnológica para produção, visualização e análise de dados e informações públicas;
VI - Contínua capacitação de servidores para a disponibilização proativa de informações públicas, nos termos da Lei Federal nº 12.527/2011;
VII - Institucionalização de ferramentas tecnológicas livres para promover a eficiência, a transparência e o incentivo à criação de novos mecanismos para gestão de dados públicos;
VIII - Definição de práticas para identificação e abertura das informações mais demandadas via Lei de Acesso à Informação;
IX - Aprimoramento da governança e da interoperabilidade dos sistemas de informação da Administração Pública Municipal visando à desburocratização de processos, ao compartilhamento de informações e à formação de parcerias com entes públicos e privados.

Para conferir o anteprojeto na íntegra, clique aqui.

Vale ressaltar que o material também já está disponível para consulta pública até o dia 18 de setembro. Para participar, clique aqui.

Também participaram da banca avaliadora membros da Associação dos Advogados do Estado de São Paulo (AASP) e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).