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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013 | Horário: 18:03
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Movimentos populares e grupos indígenas debatem revisão do PDE

Sétima reunião da primeira fase de revisão participativa do Plano Diretor Estratégico (PDE) contou com a participação de mais de 100 integrantes de movimentos populares e até grupos indígenas

Cerca de 100 integrantes de movimentos populares de São Paulo participaram da sétima reunião da primeira fase da revisão participativa do Plano Diretor Estratégico (PDE). O debate da etapa de Avaliação Temática aconteceu na noite desta quarta-feira (22), na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, no Centro.

Entre os movimentos que deram suas contribuições ao debate, que resultarão na revisão de toda a legislação urbanística da cidade, estiveram o Fórum dos Cortiços e Sem Teto de São Paulo, Instituto Brasileiro de Eleitores, Cooperativa Paulista de Teatro, Tribunal Popular, Secov, UMM e Tribuna Democrática da Região Nordeste.

Até mesmo grupos do movimento indígena, como os povos Tupinambá e Wassu Cocal, participaram das atividades. Essa é a primeira vez, desde o início do processo de revisão do PDE, em 27 de abril, que os índios participaram dos debates.

Durante o encontro, que foi aberto com uma apresentação do Plano Diretor e seus impactos, um dos temas centrais abordados foi a questão da habitação dentro da revisão participativa. “As políticas de mobilidade, de serviços públicos, de desenvolvimento social e urbano, devem estar articuladas com a habitação e o enfrentamento do déficit habitacional”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco.

Também presente, o secretário municipal da Habitação, José Floriano de Azevedo Marques Neto, garantiu que em cerca de 15 dias a Pasta disponibilizará em seu site o mapeamento de todas as unidades habitacionais de interesse social que estão com construção em andamento ou serão desapropriadas para a finalidade. “As 55 mil unidades prometidas pelo prefeito serão realidade”, disse.

Indígenas
Além dos grupos populares, o movimento indígena também participou da reunião da revisão participativa do Plano Diretor Estratégico e mostrou, com voz ativa, ter seus pleitos próprios, com respeito a suas culturas.

“Como eu posso viver num apartamento? Eu tenho uma cultura viva, danço o Toré, eu gosto de cantar alto. Nós estamos na cidade grande, mas nossa cidade continua viva, então em qualquer lugar que estaremos, continuamos indígenas, apesar de tanta discriminação que a gente enfrenta na cidade grande”, pediu a representante do povo Wassu Cocal, Diva da Silva.

O representante do povo Tupinambá, Israel Raimundo, lembrou que São Paulo, segundo o IBGE, é a segunda cidade com a maior população indígena do País, com entre 15 a 20 mil pessoas e por isso, é preciso dar voz a essa comunidade.

 

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